O segredo da mente que não envelhece

Pesquisas recentes em neurociência vêm demonstrando a extraordinária capacidade do cérebro humano influenciar o próprio envelhecimento.

Por mais surpreendente que essa afirmação possa parecer, há uma comprovação cada vez maior da sua validade, baseada não só em estudos de cognição e comportamento como em investigações igualmente reveladoras da estrutura e funcionamento das células nervosas, sinapses e inumeráveis redes de comunicação entre vastas partes do sistema nervoso central.

Vale notar que o conceito de mente é objeto de pesquisa nos laboratórios dos cientistas mais talentosos, ultrapassando as fronteiras psico-comportamentais.

A mente, do ponto de vista científico

Já não se considera mais a mente uma função apenas do cérebro, mas influenciada também por outros fatores, como o corpo e as percepções do meio em que vivemos.

Em outras palavras, essa relação entre cérebro, corpo e o “econicho” determina a amplitude de impressões e respostas que participam da totalidade da mente.

Conforme amadurecemos, nossa troca com o “econicho” se torna mais rica e complexa, expandindo a árvore do conhecimento e da experiência.

“O cérebro mais velho”

O cérebro mais velho é um enorme e abrangente repositório de informações onde os dados adicionais são amplamente admitidos, pois há numerosos pontos de entrada conforme o tempo passa. O aprendizado continua!

O cérebro pode envelhecer, mas a mente continua a se desenvolver.

“Bem utilizado, o cérebro que envelhece se torna muito mais útil e, com frequência, mais sábio.”

Isso não significa que não existe uma perda orgânica; é verdade que aprendizagem é um tanto mais lenta, mas a capacidade de assimilar informações e aprender pela experiência não muda de forma sensível.

Alavancando o funcionamento do cérebro

Existem provas bioquímicas de que o cérebro pode aumentar a eficiência dos neurônios e elevar seus números na medida em que você se desafiar intelectualmente de forma consistente e contínua.

Combinando exercícios aeróbicos e conhecidos hábitos saudáveis, como alimentação e socialização, o que se observa é o envelhecimento ativo e saudável pois as boas práticas oxigenam, literalmente, o corpo físico e mental.

Cada vez mais, se torna evidente que o exercício vigoroso planejado é um tratamento “antienvelhecimento” muito melhor que elixires, cremes e cirurgias cosméticas ao redor do globo (Nulland, Sherwin).  

E você? Já está investindo nesse “tratamento”?

Celi Helena

Graduada em Psicologia, Especialista em Psicoterapia Junguiana e em Psicossomática. Especializanda em Psicogerontologia. Atua na área clínica com psicoterapia, técnicas corporais de relaxamento, orientação vocacional e de carreira, programas pré e pós-aposentadoria. Participa de palestras/workshops sobre envelhecimento e preparo para a aposentadoria. CRP: 06/104040.
Celi Helena

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