Musicoterapia para Idosos – Por que investir nisso?

Os conteúdos do blog são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais

O que é Musicoterapia?

Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia:

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas”.

Não é necessário conhecimento musical, mas sim o entendimento de que os sons produzem efeitos positivos na saúde mental uma vez que agem diretamente na região do cérebro responsável pelas emoções, aumentando a produção de endorfina, conhecido como o hormônio do prazer.

Envelhecimento ativo e o Papel da Musicoterapia

Diversos estudos atestam os benefícios da Musicoterapia para Idosos.

A música é capaz de estimular o físico, emocional e social do idoso, beneficiando o envelhecimento para que este seja uma experiência positiva.

Não basta envelhecer, é fundamental que o envelhecimento seja agradável e haja um resgate da alegria e espontaneidade, o que pode ser reforçado pela musicoterapia.

“O objetivo do envelhecimento ativo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas que estão envelhecendo, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados” (OMS, 2005, p. 13).

A musicoterapia atua, também, como uma forma de prevenção de doenças tendo em vista o resgate da memória emocional no idoso, fortalecendo seu potencial criativo, socialização e memória emocional, valorizando sua figura perante a sociedade.

  • Redução do Stress
  • Atenua sintomas da depressão
  • Aumento da Criatividade
  • Aumento da Consciência Corporal
  • Melhoria da memória

Musicoterapia na doença de Parkinson

A musicoterapia é entendida como uma importante ferramenta auxiliar no combate à doença de Parkinson, amenizando o sofrimento dos envolvidos.

Pesquisas comprovam os benefícios da introdução da musicoterapia nesse cenário, onde vale a pena destacar o seguinte trecho:

“Esse neurologista verificou que a música adequada ao doente e ouvida com prazer produz um efeito bastante produtivo nas pessoas com DP, fazendo desaparecer, por um certo tempo, os sintomas característicos da doença. Segundo Sacks, muitas vezes só de pensar numa música já se pode minimizar a sintomatologia parkinsoniana:(…)”

Musicoterapia e Alzheimer

Estudos científicos também endossam os benefícios da musicoterapia em tratamentos contra Alzheimer.

Alzheimer é uma doença degenerativa, sem cura por enquanto, mas que pode ter seus sintomas combatidos em favor de uma melhor qualidade de vida. A perda de memória prejudica as relações entre os idosos e a sociedade, resultando em frustração, stress e desânimo.

Na terapia musicoterapêutica, tende-se a observar um resgate afetivo-cultural, estimulando  a memória, consciência corporal e espaço-temporal.

Apesar de algumas funções serem comprometidas, a música é capaz de reconectar padrões culturais e afetivos, inserindo os pacientes em um novo cenário, conforme pontua as seguintes pesquisas:

“Mesmo quando os níveis de desempenho de funções encontram-se prejudicados pelo avanço da doença, a música consegue comunicar, trazendo uma estrutura de começo, meio e fim e nuances emocionais, como as ascendências e descendências da melodia, as intensidades diferenciadas, os andamentos lentos e rápidos. Estes mesmos parâmetros musicais, encontram-se na linguagem coloquial, familiar e significativa para aqueles que se encontram impedidos de usar a fala.

Perder a memória significa ser privado do patrimônio afetivo-cultural que se construiu durante toda a vida. Na intervenção musicoterapêutica, utiliza-se do repertório melódico, afetivo e cultural do paciente, objetivando devolver-lhe, naquele momento, o enlevo das melodias e a possibilidade de uma comunicação gratificante. Utiliza-se o repertório das músicas e sonoridades que lhe são significativas buscando estimular a memória, a produção de reminiscências, a consciência do movimento corporal e a orientação espaço-temporal.”

 

Priscila Andrade é Psicóloga em Moema – SP. Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Abordagem Humanista Centrada na Pessoa. Psicóloga online. Com quem você conversa sobre a vida? Interessado em um olhar profissional e imparcial para as suas reflexões? Conheça mais o meu trabalho através do site e entre em contato para agendar uma consulta.

Para dicas de como escolher um psicólogo e por que se consultar, continue a leitura em: Como escolher um psicólogo e por que se consultar.

Priscila Andrade

Psicóloga Clínica desde 2008 pela Unib. Especialista em Musicoterapia pela FMU. Professora do Processo Hoffman da Quadrinidade. Membro da ABRAPAV (Associação Brasileira de Psicologia da Aviação).
Priscila Andrade

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